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Como Guarujá deve enfrentar a crise no setor turístico? A resposta é inovando.

Não é novidade que o um dos setores mais atingidos pela pandemia foi o setor de turismo, no Brasil estima-se que foram demitidos mais de 1 milhão de trabalhadores do setor, sem contar na grande diminuição do faturamento de operadores, hotéis e demais empresas da área.

Mas o grande desafio vem agora, quando cidades olham para a necessidade de se adaptar para um novo estilo de “turistar”, com viajantes mais exigentes, mais conectados e em busca de diversidade de experiências.

E não é de hoje que vemos um turista mais conectado, mas diferente de antes, hoje os viajantes buscam destinos que tragam sensações antes mesmo da viagem, e isso pode ser alcançado pelos destinos por meio da interatividade e realidade virtual.

Além do uso da tecnologia mais presente no dia a dia de quem ama viajar, as redes sociais tem servido de termómetro para avaliar o diferencial competitivo do destino. E com isso, vemos o setor público cada vez mais presente nas redes, e neste caso podemos usar como exemplo a Prefeitura de Salvador, que lançou um canal no TikTok para interagir com o público! E cá entre nós: O case utilizado pela @prefsalvador já é um sucesso, com vídeos atingindo organicamente mais de 130 mil views.

Mas quando se trata de interatividade virtual, não precisamos ir tão longe para ver exemplos de uso por prefeituras, porque a Prefeitura de Santos já vem trabalhando com isto e provavelmente em breve a cidade deve começar uma nova estruturação para se adaptar a uma nova forma de interagir com o viajante.

E é aí que o Guarujá precisa acelerar o seu desenvolvimento turístico com o uso de novas tecnologias, inovações, sustentabilidade, acessibilidade e uma moderna forma de governar. Características essas já muito conhecidas por meio de uma metodologia internacional apelidada de Destinos Turísticos Inteligentes, que vamos abordar sobre em um outro artigo.

Essa metodologia tem os 5 pilares necessários para adaptar a cidade e o ambiente turístico aos novos tipos de viajantes, que por sua vez buscam: Ambientes mais calmos e sem aglomeração; Negócios locais e sustentáveis; Comodidades e facilidades; Fácil acesso a informações digitais do destino.

E com isso vem a inovação, que vai gerar maior competividade a nível regional e nacional, fidelizar o turista para que ele retorne a cidade em momentos de baixa temporada e o principal, vai ajudar o setor privado a se adaptar em um único ambiente de negócios, mais simples de receber e fornecer dados importantes sobre a demanda do turismo local, informações sobre os turistas em números por meio da Iot (Internet das Coisas) e assim criar dados em tempo real com uso de small e big data.

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Além disso, teremos base para desenvolver na cidade um novo ambiente de negócios nunca visto antes, mais moderno e inovador para a instalação de novas tecnologias, estudo de dados e implantação de modelos tecnológicos inovadores.

E o resultado de ações como essa é certo, porque todo e qualquer investimento em inovação e imagem pública vira patrimônio da cidade, vira experiência para aqueles que trabalham no setor e material de estudo para aqueles que ainda estão estudando ou iniciando os trabalhos no turismo local.

Para finalizar, pela minha análise, não falta muito para o Guarujá entrar na corrida para se tornar um destino inteligente, mais acessível e conectado. A base a cidade tem, que é um turismo forte, completo, preparado e com uma atual governança secretarial comprometida com o desenvolvimento e diálogo! O que falta é a cidade entender que está na hora de sair da mesmice de sempre e começar a se estruturar para o futuro.

Como Florianópolis que representa o Brasil mundo a fora com a startup Smart Tour, Guarujá precisa se conectar com o universo de empresas inovadoras do âmbito governamental (GovTech) e turístico, desenvolver uma parceria maior com o SEBRAE e uma agenda de ações inovadoras para curto, médio e longo prazo com a ajuda do setor privado.

Ações como essa, movem o mundo, movem o turismo e podem mover o Guarujá para o futuro.

Pedro Paiva – Abril/2021

Todas as informações contidas neste post são de responsabilidade do escritor, o Jornal Dragão da Ilha não se responsabiliza pelo conteúdo. 

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